quarta-feira, 24 de junho de 2009

Análise para Projeto - Lúcio Agra

O Cinema Brasileiro

Este trabalho tem como objetivo mostrar a história do cinema brasileiro, o seu desenvolvimento, desde a década de 1930, que foi quando surgiram as primeiras empresas cinematográficas, produtoras de filmes do gênero chanchada.
Visa mostrar o grande salto do cinema nacional, que ocorreu na década de 1960.
Com o conhecido cinema novo, vários filmes ganharam destaques nos cenários nacionais e internacionais.
Podemos dizer que o marco inicial desta época de prosperidade cinematográfica nacional foi o lançamento do filme “O Pagador de Promessas”, escrito e dirigido por Anselmo Duarte. Foi o primeiro filme nacional a ser premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes.

Análise do Desenho Animado Tom e Jerry- Paulo Teles

Um dos desenhos mais clássicos, aclamados e lembrados da História é o do gato Thomas – conhecido popularmente como Tom – e o pequeno rato marrom Jerry – conhecido popularmente como… Jerry. Eles são criação imortal de Joshp Hanna e William Barbera.
Esse divertido desenho animado deu início aos anos 40, quando os personagens não eram exatamente um gato e um rato.
A idéia inicial era desenhar dois ratos, contudo, criou-se uma impressionante similaridade com o Mickey de Walt Disney.
O criador desse desenho foi Amadee J. Van Beure, e segundo a Wikipédia, Van Beure chamou o mais alto de Tom e o mais baixinho, por tabela, de Jerry.
Não fez muito sucesso e, poucos anos mais tarde, Van Beure foi trabalhar justamente nos estúdios Hanna-Barbera e lá aproveitaram a criação para nomear um gato e um rato.
O centro da trama se baseia geralmente em tentativas frustradas de Tom de capturar Jerry, e o caos e a destruição que se segue. Tom raramente consegue capturar Jerry, principalmente por causa das habilidades do engenhoso ratinho, e também por causa de sua própria estupidez.As perseguições são eletrizantes e sempre vem acompanhados por boa trilha sonora. Também são utilizados diversas armadilhas e truques que no final não dão resultado satisfatório como bombas e ratoeiras, coisas que são fundamentais na rivalidade entre o gato e o rato.
A idéia de fazer um desenho onde os personagens não conversam, foi muito original.
Devido a isso, usa-se muitas trilhas, que dão continuidade a trama dos personagens.
As vezes, só notamos que alguns elementos usados para contar uma cena são importantes quando eles não estão lá, ou estão fora do conjunto. É o caso da trilha incidental, que é aquela música de fundo, e juntamente com os ruídos, como uma pancada, um chute, um susto, ajudam a dar o clima na ação.
É possível se contar uma história através do som. Tom e Jerry é um exemplo disso.
Com isso, as crianças conseguem prestar muito mais atenção no desenho, pois não se ouve nenhuma fala, só os ruídos, juntamente com a trilha.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dispositivo - Filme Fiel - Renata Gomes

CORINTHIANS


Todos sabem que o Corinthians não é um time com uma torcida, mas uma torcida com um time. Nas situações normais da vida e em times comuns, o fracasso é órfão e a dificuldade é solitária: nos maus momentos, as pessoas somem. Não com o Corinthians. Quando o sofrimento atinge níveis que beiram o insuportável, quando todas as esperanças se frustram, quando a humilhação se desenha nítida, esse é o momento em que o corinthiano veste a camisa, enche o peito e avisa ao mundo: “Nunca vou te abandonar!”. Quando a coisa fica preta, fica branca também, porque a torcida alvinegra vai descer junto com o time ao inferno mais profundo e levá-lo de volta ao seu caminho de vitórias.


Com direção de Andrea Pasquini, FIEL é um documentário longa-metragem feito por, com e para corinthianos. O documentário acompanha a queda do time para a Série B do Brasileiro, em 2007, e a volta por cima no ano seguinte.


Por isso, não é um filme apenas sobre futebol, porque a fiel torcida corinthiana é uma família, é uma religião, é uma nação. Um filme inspirado e dedicado a ela só pode ser assim, um filme sobre amor, solidariedade, orgulho, raça e doação. Focado nos anos de 2007 e 2008, o filme acompanha o time e sua torcida em seu momento mais difícil, mas também de maior união. Com imagens e depoimentos inéditos de torcedores e jogadores, o filme mostrará que o Corinthians e sua torcida usam o seu presente para dar uma lição.


EQUIPE

Andrea Pasquini nasceu corinthiana em 1971, ano em que o Timão deu uma chance aos rivais e não levou nenhum título, tendo apenas o prazer de deixar alguns oponentes verdes...de raiva ao vencer o grande clássico paulista por 4x3, de virada. Ela se lembra de torrar os trocados que ganhava de sua mãe comprando os chicletes que traziam as figurinhas dos craques.

Diretora do filme, é cineasta com formação, em Comunicação Social e experiência de catorze anos em produção e direção de documentários, curtas-metragens, programa de TV e filme publicitário. Tem entre seus principais trabalhos os premiados filmes “Os Melhores Anos de Nossas Vidas”, “A História Real” e “Sempre no meu Coração”.



Marcelo Rubens Paiva,roteirista do filme, escritor e dramaturgo, nasceu em 1959 em São Paulo. Apesar de ter metade da família nascida em Santos, e a outra metade, descendente de italianos, é corinthiano desde os primeiros passos, esteve no estádio no grande épico Corinthians 1 X 0 Ponte Preta, em 1977, e nunca mais o abandonou.

Publicou vários romances, dentre eles “Feliz Ano Velho” (Prêmio Jabuti) e “Blecaute” (1986), traduzidos em várias línguas. Como dramaturgo, destaca-se “Da Boca pra Fora – E Aí, Comeu?” (1999, Prêmo Shell).



Serginho Groisman,roteirista do filme, nasceu em 1950 e sempre foi louco por tí Corinthians!

Esteve em acontecimentos marcantes do timão, e até trocou o curso de Direito por um jogo do Corinthians.

Jornalista, já foi diretor da Rádio Cultura, professor da FAAP, escreveu para jornais, revistas, e foi repórter da Band FM.

Na TV já dirigiu e apresentou o TV MIX na Gazeta, o Matéria Prima na TV Cultura, O Programa Livre no SBT, e atualmente os programas Ação e Altas Horas na TV Globo.


DISPOSITIVO:

Fanáticos pelo Corinthians documentam o que é ser corinthiano;

A paixão pelo time;

O momento de fraqueza/histórico para o Corinthians (rebaixamento);

A superação do time e o orgulho da torcida.

A equipe documenta o estádio do Pacaembu, os torcedores;

Torcedores, com a câmera na mão sem a intervenção da equipe, narram a sua trajetória até o estádio, nos dias de jogo;

Análise do Texto – Síndrome da realidade – Lucas Bambozzi

"A tecnologia digital potencializa exacerbações e formas radicais de captura da realidade."

A cada dia que passa existe uma busca maior pela estética da realidade no campo audiovisual. Ou seja existe um impulso documental. Ou seria somente um modismo corrente?

A estética documental, muitas vezes vem como uma estratégia deixando de lado ou até maquiando a realidade a ser mostrada. Trazendo-nos a dúvida do que seria o real, a representação, a verdade.

Todos os tipos de mídias vêm utilizando dessa estrutura que relata ou tenta relatar a realidade. É um fenômeno em expansão no campo audiovisual, isso devido ao crescimento da tecnologia com ferramentas que ajudam no registro do comportamento humano comum.

Exemplos da potência que alguns formatos instantâneos da realidade produzem:
Cinema: existe uma enorme procura pelos filmes documentais ou narrativos, reais ou baseados na realidade. Blefe ou estratégia de linguagem de filmes como A Bruxa de Blair atraem enormes platéias.
Televisão: realities shows são campeões de audiência devido à estrutura tecnológica – por exemplo, câmeras capazes de mostrar imagens captadas dos participantes no escuro.
Celulares com câmeras: o indivíduo comum se torna um emissor em potencial.
Blog: dá o poder ao anônimo, transformando-o em um veículo de legitimação jornalística e literária. A banalidade da vida comum se torna um fenômeno. Produzir algo se torna publicar a experiência, ou seja, tornando público a realidade.
Vídeo Game: a realidade não se impõe, mas mesmo assim está presente a estética da realidade através de jogos que resultam em conceitos e situações da realidade. Há um simulador de realidade, unindo o real e o virtual.

Com tantos trabalhos baseados na realidade, surge a dúvida do que é realidade e atuação. Atuar significa representar uma idéia, tendo ela sido vivenciada ou não. Esses trabalhos nos apresentam o poder de transformar algo falso numa idéia de verdade.

Seria possível então documentar a realidade a partir de representações? Podemos ligar a realidade com a representação, mas o real seria uma tradução de sensações.

Os aparelhos tecnológicos, as mídias, a internet - a tecnologia da intimidade- estão mudando as formas de representação do mundo, eliminando a diferença entre público e privado.

A nova cultura é apreciar a intimidade do outro. É ter prazer na realidade e no real. Por conta disso, muitas estruturas estão sendo mudadas para a estética da realidade, baseadas em programas policiais, onde movimentos de câmeras não são perfeitos, dando a impressão de uma realidade autêntica.

O público ao invés de viver a realidade, somente a consome. A mídia constrói o real, surge a realidade midiática. É aí que se encontram a arte e o real.

O real é vendido como mercadoria, quebrando a barreira entre a realidade e o controle. As vidas começam a ser controladas, some a liberdade e a intimidade verdadeira.

Análise do Texto – Síndrome da realidade – Lucas Bambozzi

"A tecnologia digital potencializa exacerbações e formas radicais de captura da realidade."

A cada dia que passa existe uma busca maior pela estética da realidade no campo audiovisual. Ou seja existe um impulso documental. Ou seria somente um modismo corrente?

A estética documental, muitas vezes vem como uma estratégia deixando de lado ou até maquiando a realidade a ser mostrada. Trazendo-nos a dúvida do que seria o real, a representação, a verdade.

Todos os tipos de mídias vêm utilizando dessa estrutura que relata ou tenta relatar a realidade. É um fenômeno em expansão no campo audiovisual, isso devido ao crescimento da tecnologia com ferramentas que ajudam no registro do comportamento humano comum.

Exemplos da potência que alguns formatos instantâneos da realidade produzem:
Cinema: existe uma enorme procura pelos filmes documentais ou narrativos, reais ou baseados na realidade. Blefe ou estratégia de linguagem de filmes como A Bruxa de Blair atraem enormes platéias.
Televisão: realities shows são campeões de audiência devido à estrutura tecnológica – por exemplo, câmeras capazes de mostrar imagens captadas dos participantes no escuro.
Celulares com câmeras: o indivíduo comum se torna um emissor em potencial.
Blog: dá o poder ao anônimo, transformando-o em um veículo de legitimação jornalística e literária. A banalidade da vida comum se torna um fenômeno. Produzir algo se torna publicar a experiência, ou seja, tornando público a realidade.
Vídeo Game: a realidade não se impõe, mas mesmo assim está presente a estética da realidade através de jogos que resultam em conceitos e situações da realidade. Há um simulador de realidade, unindo o real e o virtual.

Com tantos trabalhos baseados na realidade, surge a dúvida do que é realidade e atuação. Atuar significa representar uma idéia, tendo ela sido vivenciada ou não. Esses trabalhos nos apresentam o poder de transformar algo falso numa idéia de verdade.

Seria possível então documentar a realidade a partir de representações? Podemos ligar a realidade com a representação, mas o real seria uma tradução de sensações.

Os aparelhos tecnológicos, as mídias, a internet - a tecnologia da intimidade- estão mudando as formas de representação do mundo, eliminando a diferença entre público e privado.

A nova cultura é apreciar a intimidade do outro. É ter prazer na realidade e no real. Por conta disso, muitas estruturas estão sendo mudadas para a estética da realidade, baseadas em programas policiais, onde movimentos de câmeras não são perfeitos, dando a impressão de uma realidade autêntica.

O público ao invés de viver a realidade, somente a consome. A mídia constrói o real, surge a realidade midiática. É aí que se encontram a arte e o real.

O real é vendido como mercadoria, quebrando a barreira entre a realidade e o controle. As vidas começam a ser controladas, some a liberdade e a intimidade verdadeira.